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Prótese à base de hidrogel: médicos alertam para os riscos

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O caso da modelo Andresa Urach chamou a atenção para os riscos de aplicação de próteses à base de hifrogel. A substância que está com registro vencido na Anvisa é vendida normalmente no Brasil e provocou infecção na modelo em outras mulheres.

Há cinco anos, Andressa decidiu aumentar as coxas. Para isso, optou por um procedimento muito popular atualmente: a aplicação de hidrogel. Há 10 meses, as pernas começaram a infeccionar e ela foi internada em estado grave na UTI de um hospital em Porto Alegre, com infecção generalizada.

O que é o hidrogel

Gel hidrofílico, ou hidrogel, é composto por 98% de água e possui uma molécula sintética capaz de armazenar esse líquido. Quando injetada, o organismo cria uma cápsula envolta dessa substância, garantindo que ela demore a ser absorvida. Essa cápsula também impede que o hidrogel migre para outras regiões do corpo.

A aplicação do hidrogel funciona como uma injeção, e é feita por meio de um tubo por onde o cirurgião plástico coloca a substância na área e modela o formato desejado.

A substância pode ser aplicada para corrigir assimetrias de mamas, glúteos, coxas, panturrilhas, e até mesmo, grandes lábios vaginais. No rosto, usada na correção de rugas, marcas de expressão e pálpebras. Com o hidrogel também é possível melhorar aparência de cicatrizes e celulite em até quatro graus.

A aplicação do hidrogel dura cerca de 1 hora e a recuperação demora entre cinco e dez dias.

Os riscos e as vítimas

O hidrogel vem da Ucrânia e começou a ser vendido no Brasil com o nome de Aqualift. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), informou, em nota, que o registro para comercialização do Aqualift venceu há oito meses. O produto, portanto, neste momento não pode ser importado e nem vendido no Brasil. Apenas os lotes fabricados até o dia 31 de março deste ano estão liberados.

A Modelo Andresa Urach continua internada na UTI, desde novembro, e seu estado de saúde é estável, segundo os médicos. Ela passou a receber transfusões de sangue  por causa da grande perda nas últimas cirurgias.

Existem outras vítimas, com consequência ainda mais graves. É o caso da Maria José Brandão, de 39 anos, de Goiânia. Ela teve complicações depois de uma aplicação de hidrogel e morreu.

Muitas mulheres que já aplicaram o hidrogel estão sem saber o que fazer com a bomba relógio que parecem carregar no corpo. A recomendação é que elas procurem os seus respectivos médicos.

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