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Prevenindo-se das doenças cardíacas

As doenças cardíacas representam a causa mais comum de mortes em países desenvolvidos. Em 2010, estimou-se que 785 mil americanos tiveram um ataque coronariano e cerca de 470 mil foram vitimados por um ataque recorrente. De acordo com a American Heart Association, os custos projetados com as doenças coronarianas até o ano de 2030, terão custos de US$ 389 bilhões por ano.

Os riscos podem ser diminuídos ao se tomar medidas para controlar a dieta e também a prática de exercícios físicos, que visam a melhoria da qualidade de vida.

O que é o infarto do miocárdio?
As artérias que levam o sangue oxigenado para o coração sofrem mudanças patológicas que resultam no acúmulo de placas de gordura em suas paredes internas. Estas artérias tornam-se mais rígidas, devido à calcificação, e mais estreitas, devido aos depósitos de gordura, ao que chama-se de aterosclerose. Com isto, o diâmetro das artérias diminui até causar a interrupção do fluxo de sangue para o coração. O coração é um músculo e necessita de oxigênio, que é transportado pelo sangue. O bloqueio de uma artéria coronária leva ao infarto, que ocorre quando o músculo cardíaco não recebe o sangue rico em oxigênio.
Os sintomas
Caso você ou alguém que conheça tenha algum dos sintomas abaixo que dure por mais de 5 minutos, chame um médico ou ambulância IMEDIATAMENTE (ligue 911):
– Dor ou desconforto na parte superior do corpo como peito, braços, ombro esquerdo, costas, pescoço, mandíbula ou estômago;
– Falta de ar ou dificuldade de respirar;
– Sudorese (suor) intensa ou “suar frio”;
– Sensação de indigestão;
– Náusea ou vômito;
– Tontura, fraqueza ou ansiedade;
– Batimento cardíaco rápido ou irregular.

Em mulheres, alguns sintomas podem não ser identificados como de um ataque cardíaco. Os sintomas mais comuns em mulheres são:
– Dor ou pressão no peito que irradia para o braço ou mandíbula;
– Sensação de queimadura no peito ou parte superior do abdome;
– Falta de ar, batimento cardíaco irregular, tontura, sudorese, fadiga ou náusea.
Fatores de risco
Os fatores de risco aumentam as chances de uma pessoa desenvolver doenças cardíacas e só foram formalmente estabelecidos, após as primeiras publicações do Estudo de Framingham, no meio do século passado. A identificação destes fatores de risco é de fundamental importância, na prevenção das doenças do coração e podem ser classificados como modificáveis e não modificáveis. Os primeiros são aqueles que podem ser evitados ou modificados, através de mudanças no estilo de vida, enquanto os últimos  não podem ser modificados.
Segundo o Colégio Americano de Medicina Desportiva (ACSM), são eles:
Modificáveis
– Hipertensão Arterial
– Pressão arterial
– Colesterol Alto
– Tabagismo – Parou de fumar em menos de 6 meses ou exposto à fumaça do tabaco
– Sedentarismo – Não participar de, pelo menos, 30 minutos de atividade física moderada 3 vezes por semana, por 3 meses, no mínimo
Obesidade
– Nível de açúcar no sangue mais alto que o normal, mas não suficientemente alto para caracterizar diabetes
Não modificáveis
– Histórico familiar
– Doença cardíaca ou morte em pais ou irmãos

Autor texto original: prof. Robson Nascimento

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