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Mulher: Consultas e exames preventivos são indispensáveis para preservar a saúde

Visitar o ginecologista pelo menos uma vez por ano é regra básica na vida de qualquer mulher. Nos Estados Unidos, entretanto, muitas brasileiras se esquecem desse compromisso e deixam a rotineira consulta sempre para depois.

O problema é que este depois às vezes demora anos para acontecer. Nesse meio tempo, automedicação, consultas a sites de saúde e conselhos de amigas são recursos perigosos adotados por quem deixa a visita ao médico “para amanhã”.

A representante de vendas Alexandra, 27, mora há três anos e meio em New Jersey e não passa perto de um consultório médico há quase cinco anos. Um ano e meio antes de mudar-se para os Estados Unidos, ela fez uma visita de rotina. Depois disso, nunca mais.

Acompanhamento médico
Segundo o professor titular de Obstetrícia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, João Luiz Pinto e Silva, as consultas regulares ao médico são extremamente importantes para as mulheres na chamada idade reprodutiva, que começa na primeira menstruação – por volta dos 12/13 anos, e se estende até a menopausa, entre 45/50 anos. 
Esse período é considerado especial para as mulheres brasileiras, por ser o mais “longo e agitado”. “Nessa fase se passam os eventos mais importantes de sua vida: início dos ciclos menstruais, vida sexual, necessidade de anticoncepção, gravidez, maturidade do eixo reprodutivo e termina com o início do climatério. Marcantes transformações de variada natureza, que merecem acompanhamento contínuo, periódico e especializado”, explica Dr. João Luiz.

Segundo ele, as mudanças que acontecem de forma muito rápidas e marcantes devem ser observadas não só pessoalmente, mas também por um profissional de saúde habilitado a reconhecer os eventuais problemas, corrigir seu desvios e prevenir o aparecimento de doenças mais sérias.

“Exemplo disso, seria por exemplo uma contaminação muito comum em nossos dias como o HPV ou papiloma vírus ou ainda condiloma, que se transmite por via sexual e está associada, a longo prazo, com o câncer do colo do útero. O diagnóstico precoce deste problema, que atinge principalmente mulheres jovens, permite um tratamento efetivo e até mesmo preventivo com o uso de vacinas protetoras. Para seu diagnóstico apenas seria importante um exame ginecológico e um exame preventivo de papanicolau, ou pap-test, como se diz nos EUA”, diz.

O conselho do médico é que as mulheres em idade reprodutiva visitem o consultório ginecológico uma vez por ano. Neste momento, além de receber as queixas e incômodos da mulher, o profissional de saúde irá revisar a história menstrual da paciente, queixas gerais e dos diversos sistemas e aparelhos, detectar algum desconforto ginecológico como corrimentos e sintomas relacionados a sua prática sexual, uso de contraceptivos, e identificar antecedentes de risco pessoais e familiares. 
Se a mulher tiver mais de 40 anos, uma radiografia das mamas anual pode evitar problemas futuros.

Pequenos problemas, grandes complicações
Não visitar o médico pode trazer muitas complicações para as mulheres. Dr. João Luis cita como exemplo o HPV e os corrimentos que podem ser tratados rapidamente – como candidíase (fungos), trichomoníase, vaginose bacteriana e outros, quase todos transmitidos sexualmente.

Esses pequenos probleminhas, se não forem tratados adequadamente, podem se tornar crônicos e estender-se para órgãos profundos e superiores, formando doenças pélvicas que podem perturbar os ciclos menstruais, provocar dor durante a menstruação, desconforto quando se tem relação sexual e principalmente provocar esterilidade, impedindo a gravidez futura e a constituição de uma família. “Sempre que for encontrado um corrimento vaginal, seu tratamento deverá ser realizado para evitar doenças inflamatórias pélvicas e comprometimento eventual de sua saúde física, sexual e de sua fertilidade futura”, esclarece.

Dr. João completa informando que um nódulo de mama, de caráter maligno, quando tratado bem em seu início, pode atingir 100% de cura. “Isso mostra a importância do exame médico, dos raios-X ou ultrassom de mamas, e também do aprendizado do auto-exame”, finaliza. Prevenir, mais uma vez, é sempre o melhor remédio!

Imagem meramente ilustrativa

Reportagem da jornalista Juliana Melo

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