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Morre Robson Mello, líder comunitário em NY

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Recordo-me perfeitamente, no final dos anos 80 quando conheci Robson Mello, recém chegado de Fortaleza, que na época me trazia um monte de revistas, recortes de jornal e muitas ideias na cabeça.
Seu jeitão largado e entusiasta, me cativou a primeira vista.
Recebi dele o incentivo que eu precisava para fazer coisas, inventar ações comunitárias, fazer o Brasil acontecer e falar com mais intensidade dos brasileiros que faziam coisas, promoviam positivamente o nosso pais.
Juntos, ele, seu tio Laércio Reis e eu começamos uma amizade que tinha algo em comum: fazer a comunidade brasileira sair da invisibilidade, se tornar forte e dinâmica.
Se juntaram a nós alguns discretos grupos que acreditaram na proposta, tais como o Pastor Ronaldo Cunha da Igreja Adventista, o pessoal da LBV que acabava de se instalar nos EUA e Norma Guimaraes que criava o seu Centro Espirita Alan Kardec. A chegada do Padre Checon fez uma enorme diferença com a criação das Igrejas Católicas.
Robson Mello, talvez o mais entusiasta de nós, junto com Padre Checon e Vicente Bonard criaram o Conselho da Comunidade com o apoio do Embaixador Marcus de Vincezzi.
Apoio indispensável para qualquer idéia, Robson com seu sorriso largo foi se firmando como um dos líderes comunitários mais dinâmicos.
Ao lado dos padres católicos que por aqui passaram em todas as comunidades católicas e dos pastores das igrejas evangélicas procurou incentivar e criar uma corrente de fé, fortalecida na certeza que o apoio das igrejas, todas sem distinção era o caminho ideal para que a nossa gente não se perdesse longe dos ensinamentos religiosos.
Robson Mello foi uma das forças tarefas do Brazilian Day, no seu começo, lá pelos anos 90, quando se desligou em função de outras suas prioridades.
Conseguiu através de seus méritos entrar na ONU e com sua OnG, voltada para projetos sustentáveis estava criando uma série de grandes iniciativas.
Bom filho, bom pai de família, bom amigo e bom irmão, Robson Mello deixa um vazio enorme na vida comunidade.
Seus feitos, sua participação e uma série de ações concretas pelo bem da comunidade são notáveis e vão ficar sem um de seus maiores incentivadores.
Robson Mello perdeu a luta para o câncer e faleceu na quinta feira santa em Mineola, Long Island, cidade onde viveu por alguns anos.
Deixa uma família grandiosa, muitos amigos, muitos irmãos, a esposa Diane Guanta Mello e as duas filhas Alexis e Samantha, já na universidade.
Que viva Robson Mello, e o seu jeitão descompromissado com dificuldades, um Don Quixote, que lutou muito na tentativa de tornar o mundo um lugar melhor de se viver.

Na foto da capa, Robson está no centro

(Edilberto Mendes, jornalista. Foto Joao Viana – Veja TV)
Fonte: BrazilianVoice.com – Newark, NJ

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