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Morre Roberto Bolaños, o Chaves

Quem não gosta do doce e admirável Chaves, amigo de todos nós? Junto do nosso bom Chaves tem o Seu Barriga – Nhonho, a D. Florinda, a Chiquinha, o Quico, o professor Girafales, Seu Madruga, etc, que fizeram e fazem a alegria de muita gente ao longo dos anos, mesmo que tenha um humor primário e uma graça que as vezes soa amarga e com cenários que não mudou nada ao longo dos anos.

Órfão, atrapalhado e meio tonto, as suas roupas são gastas e de segunda mão. Vive na rua e seu tempo é gasto para fugir da fome que lhe atormenta o cérebro e por causa da pobreza que o assola usa a imaginação para comer e garantir o pão de cada dia. Este é o Chaves e mora dentro de um barril, mas diz que mora no apartamento oito. Apesar de tudo isto é sonhador, corajoso, sensível, leal, mas é briguento e carismático e atrai o carinho de todos ao seu redor, e vê no irascível seu Madruga o pai que não teve, e mesmo diante da iminência de tomar uns cascudos e sopapos não deixa de brincar como qualquer criança e se vale de uma imaginação limitada apenas por seu baixo Q.I. para brincar como qualquer criança.

Trabalhando como engraxate, servente de garçom ou fazendo bicos para os demais habitantes da vila, Chaves é uma versão bem-humorada de muitas crianças desta faixa etária que podem ser encontradas na grande maioria dos cortiços, vilas e favelas da América Latina. Talvez aí esteja a razão de sua longevidade. Nosso amigo que nunca sai de moda…

Roberto Bolaños, o Chaves, morreu na sexta-feira, 28 de novembro aos 85 anos no México. Vai deixar saudades e uma grande lacuna.

Foto da capa: reprodução Facebook

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