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Margarida, uma batalhadora pela educação

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Ilma Paixão e Margarida Minervina
Ilma Paixão e Margarida Minervina no ‘Heroínas 2017. Foto: Oliveira Studio Photograpy

Nascida em São Julião, no Piauí, Margarida Minervina da Silva foi para Brasília há 24 anos em busca de uma melhor condição de vida e por melhores oportunidades. “A falta de oportunidades nos expulsa da terra-mãe, e daí nos faz buscar a sobrevivência em terras alheias”, diz Margarida que já era formada em Magistério, hoje Pedagogia. Em Brasília foi gari por quatro anos, e depois trabalhou com faxineira e nesta época mudou-se para o Bairro do Sol Nascente em Ceilândia, uma cidade-satélite nos arredores de Brasília. Em visita aos EUA, onde veio participar do evento ‘Heroínas 2017’, Margarida contou sua história ao Jornal dos Sports USA.

No Sol Nascente que existe há 17 anos, moram cerca de 120 mil pessoas, e falta tudo no lugar, que tem energia elétrica e água potável conquistada acerca de cinco anos. “Na Etapa 3 onde moro só tem uma escola primária – do 1º ao 5º ano, que atende cerca de 1,4 mil alunos. As crianças quando saem da escola não tem nada o que fazer, pois no Sol Nascente não existe nenhum tipo de lazer e por isso algumas mães que não tinham onde deixar as crianças, iniciaram um projeto do qual eu e a Rosilângela ficávamos com as crianças sem ganhar nada. As mães traziam alguns mantimentos as vezes davam pequenas contribuições que serviam para pagar as despesas. Um dia nos demos conta de que haviam cerca de 60 crianças em um pequeno barraco”, continua.

Sol Nascente
Sede da Associação Despertar do Sol Nascente em Brasília, DF. Foto: reprodução Facebook

“Depois de quatro anos as crianças cresceram e vimos que eles tinham deficiência no aprendizado, pois as escola não supria isto. O índice de repetência era grande pois não eram alfabetizados e nem conheciam nada. Havia crianças com 10 anos que estavam na 1ª série. Percebemos que eles não tinham ajuda nenhuma fora da escola, não faziam tarefas e nem estudavam. Aos 12 anos quando trocavam de escola, a evasão era grande por causa da mudança de nível e de matérias e por isso iam embora. Começamos a trabalhar com reforço escolar e nesta época consegui um emprego de monitora em uma creche ganhando salário mínimo e levei 40 crianças menores para o lugar, mas havia os grandes. E dividia o meu salário por três e as crianças iam às segundas, quartas e sextas-feiras. Tínhamos 50 crianças em dois períodos, e a demanda foi aumentado e criamos o hábito dos maiores ajudando os menores e a partir de 2008 criamos os registros cadastrais das crianças. Em 2009 fundamos a Associação Despertar Sabedoria no Sol Nascente, diga-se que sem dinheiro nenhum”, afirma Margarida.

O projeto funcionou por oito anos dentro da casa que Margarida morava com a família – marido e quatro filhos de 27, 23, 16 e 13 anos, sendo que o mais novo é adotado. Depois de oito anos, Margarida mudou-se para a casa que chama de barraco e que está semi- pronta. A Associação funciona hoje em uma casa alugada por R$ 400 mensais, aluguel que está atrasado desde outubro do ano passado, já que não recebe nenhum tipo de subvenção ou verba oficial.

“Temos quatro turmas de 25 crianças menores de 10 anos e quatro turmas de 16 alunos maiores de 10 anos e 30 alunos com idades acima de 13 anos, que totalizam 194 crianças e adolescentes. Qualquer atividade que formos fazer junta fácil mais de 300 crianças porque eles trazem seus irmãos e os assistidos que são os que visitamos e assistimos”, diz.

O trabalho social e voluntário de Margarida Minervina e de suas 15 ajudantes adultos chamou a atenção de algumas pessoas e o Fantástico fez uma reportagem sobre a Associação Despertar Sabedoria no Sol Nascente que foi ao ar no dia 8 de janeiro deste ano, o que fez com que algumas doações, principalmente de kits de cadernos e material escolar fossem doados.

As principais necessidades são um espaço adequado, alimentação, material escolar, pedagógico e tecnológico, além de recursos para pagar salários e verbas trabalhistas. Quem quiser conhecer mais o trabalho de Margarida Minervina e da Associação Despertar Sabedoria no Sol Nascente pode acessar a página da entidade no Facebook e doações financeiras podem ser feitas através da conta corrente da Associação que não tem nenhum vínculo político-partidário e nem religioso. Apadrinhar uma criança custa R$ 100 – cerca de US$ 35 no câmbio médio da quinta-feira, 16.

Prestação de serviço
Associação Despertar Sabedoria no Sol Nascente
Setor Habitacional Sol Nascente
Condomínio Gênesis Chácara 5 Quadra F Lote 11
011 55 61 3461-5611
011 55 61 98585-9130 – celular e WhatsApp da Margarida Minervina
Conta corrente: 31.167-7 Agência 2911 DV 4
Banco do Brasil
Associação Despertar Sabedoria do Sol Nascente

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