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Marcony Almeida irá trabalhar no Escritório da Procuradora Geral do Estado

Um dos mais destacados e influentes brasileiros nos Estados Unidos, Marcony Almeida recebeu um convite para trabalhar no Attorney General’s Office – Escritório da Procuradora Geral do Estado de Massachusetts. O Jornal dos Sports enviou a Marcony Almeida algumas perguntas que foram respondidas e podem ser lidas a seguir.
Qual a função e quais serão suas atribuições? 
Recebi o convite direto da Procuradora-Geral Maura Healey para ser o Chief of External Relations and Community Engagement da Procuradoria. A posição é uma espécie de Chefe de Relações Públicas, onde minha função será levar o trabalho da procuradoria, seus benefícios e funções, ao conhecimento de todos os residentes de Massachusetts. A Procuradoria tem 500 funcionários, com o escritório central em Boston, além de mais dois escritórios em Worcester e Springfield, e é responsável pela investigação e punição de violações trabalhistas, violações de consumo (como o PROCON no Brasil), além de investigar e punir abusos contra idosos, e qualquer violação civil ou criminal às leis gerais de Massachusetts. E mesmo com tanto trabalho, nem todo mundo sabe o que eles fazem, e muitos têm até medo dos funcionários da Procuradoria, em sua maioria advogados. Meu trabalho será levar ao conhecimento do público, em especial aos imigrantes e outras minorias, os recursos que a procuradoria têm para garantir a lei e ajudar, independentemente de status imigratório, aqueles que tiverem seus direitos violados.

Qual é a importância deste convite para as comunidades imigrantes, e em especial a brasileira?
Serei o primeiro brasileiro a ocupar essa função e estou feliz por está lá representando nosso país e meus compatriotas. Muitos brasileiros em Massachusetts trabalham e não são pagos, outros compram produtos e são fraudados, e a procuradoria tem a função de ajudar nisso também. Quando eu começar lá, minha prioridade será fazer com que aqueles que tem menos recursos ou até receio de procurar seus direitos, encontrem na procuradoria uma porta aberta para ajudá-los. Quero também levar os advogados da procuradoria até a comunidade para ensiná-los sobre seus direitos, através de treinamentos. E o contato da procuradoria com a imprensa imigrante também fará parte do muito que pretendo fazer. Já disse à Procuradora Maura Healy que tenho muitos planos e energia para o trabalho, e ela disse que me convidou porque sabe disso.

Quais são as suas expectativas nesta nova função? Quando inicia suas atividades? 
Começo dia 11 de maio e quero aprender o que a procuradoria faz, e multiplicar esse trabalho, com ênfase na comunidade imigrante e outras minorias como os afro-americanos. A procuradoria é uma espécie de escritório advocatício público, e como Chefe de Relações Externas quero levar esse trabalho para fora das quatro paredes do escritório para todos os cantos do Estado, inclusive através da midia, que como jornalista se tornará parte da minha função.

Que balanço faz do tempo em que ocupou a direção executiva do Office for Refugees and Immigrants? 
Foram quase três anos de muito trabalho e saio satisfeito com o que fiz. Trabalhei com um grupo engajado de 23 pessoas e fizemos tudo o que era possível para melhorar a vida daqueles que podemos. Sob minha direção como diretor executivo, 2500 imigrantes se naturalizaram americanos graças a ajuda de ONGs as quais o meu escritório dava dinheiro público, como a MAPS e a Jewish Family Services in Framingham. Consegui financiar programas de ajuda a imigrantes que buscam empregos e, graças a isso, o governo federal anunciou semana passada que Massachusetts é o segundo estado dos EUA com o maior número de imigrantes empregados (apesar do desemprego que ainda existe na atual economia). Fomos também responsáveis por orientar o governador Deval Patrick a vetar muitas emendas anti-imigrantes no estado. Graças a Deus ele nos ouvia e, mesmo que projetos importantes como a carteira de motorista não tenham sido aprovados, muitos projetos anti-imigrantes foram vetados porque eu conseguia estar avisando-o dos prejuízos que aquilo causaria à nossa comunidade. Deixo a agência para o próximo diretor numa condição financeira e pessoal muito mais firme do que quando cheguei, e isso me deixa feliz. Há uma frase que lembro sempre e que levo para o resto da minha vida, e diz assim, “floresça onde fores plantado”. E é isso que tenho feito da minha vida profissional.

Fonte: Jornal dos Sports USA – Boston, MA

Foto da capa: Jehozadak Pereira/Rede Abr

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