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Governo manda o ICE separar imigrantes que não devem ser deportados

O governo Obama determinou que agentes do ICE perguntem aos imigrantes que estão vivendo ilegalmente no país se eles se qualificam para o programa de suspensão de deportação alinhavado pelas ordens executivas emitidas pelo governo em novembro passado, de acordo com um memorando interno obtido pela Associated Press.

Os agentes foram orientados a identificar e separar os imigrantes que já estejam presos e que se qualifiquem para o programa.

As orientações dadas ao departamento de Homeland Security assinalam uma mudança na política de fiscalização imigratória, colocando sob a responsabilidade do governo a tarefa de identificar os imigrantes que possam ser beneficiados com o tratamento diferenciado. Antes, essa responsabilidade era dos próprios imigrantes ou de seus advogados, que tinham de provar que se enquadravam em benefícios que poderiam tirá-los da cadeia e permanecer nos Estados Unidos.

É o mesmo princípio usado pela Receita Federal, quando avisa e recomenda aos contribuintes o uso de certas isenções e deduções fiscais.

O material de treinamento para a nova política já foi distribuído aos agentes tanto do Customs and Border Patrol quanto do ICE. Ele recomenda aos agentes “a identificação imediata dos indivíduos em custódia, bem como os que sejam detidos a partir de agora”, para fins de suspensão de deportação, casos elas se qualifiquem.

Um memorando inclui a descrição de situações de encontros entre agentes e imigrantes, com instruções de como o agente deve proceder, com uma série de perguntas a serem feitas para determinar se o imigrante se qualifica para beneficiar-se dos planos do presidente. O ICE já começou a soltura das cadeias federais de imigração de imigrantes que se enquadrem nos benefícios.

Em novembro, Obama anunciou um programa para que cerca de 4 milhões de imigrantes pais de cidadãos americanos e residentes permanentes legais sejam autorizados a ficar no país por três anos e receber autorizações de trabalho. O programa segue as diretrizes das medidas de 2012 referentes aos jovens imigrantes que chegaram aos EUA ainda pequenos.

O comissário do CBP, Gil Kerlikowske, disse que o ato do agente perguntar ao imigrantes se ele se qualifica para o benefício durante a abordagem economiza tempo e dinheiro. “Vamos usar nossos recursos, particularmente os da Border Patrol, para os indivíduos que são a nossa prioridade de busca,” disse.

Os imigrantes capturados atravessando a fronteira continuam sendo a prioridade da agência. Crystal Williams, diretor-executivo da American Immigration Lawyers Association (AILA), disse que as orientações servirão para filtrar as pessoas que não representam uma prioridade para o governo.

O deputado Luis Gutierrez, democrata de Illinois e entusiasta do plano de Obama, disse que a nova orientação vai servir para “trazer os criminosos e indivíduos recém-chegados para a frente na fila de deportações. A ênfase agora será em quem deve ser deportado em primeiro lugar, e não apenas em quem deve ser deportado.”

O programa de Obama determina que o foco na política de deportações seja dado nos indivíduos com fichas criminais ou que de uma forma ou de outra representem uma ameaça à segurança nacional ou à ordem pública. De uma forma geral, os imigrantes cuja única falta foi permanecer no país além da permissão legal não são considerados como prioritários para os agentes de imigração.

Enquanto o governo avalia que cerca de 4 milhões de pessoas poderão ser beneficiadas com a proteção contra a deportação, o Congressional Budget Office (departamento de orçamento do Congresso) estima que entre 2 e 2.5 milhões podem ser aprovados pelo programa até 2017. Cerca de 1.7 milhões de jovens imigrantes poderão beneficiar-se para a Deferred Action for Childhood Arrivals, mas desde 2012 somente 610,000 pessoas já se inscreveram para o programa.

Fonte: AcheiUSA.com – Florida

Imagem meramente ilustrativa

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