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Fraude: Mulher é processada por ter se casado com 10 imigrantes

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Liana Barrientos, foi apresentada numa corte federal na semana passada por ter contraído matrimônio 10 vezes num esquema de casamentos fraudulentos e ainda está registrada como casada com outros quatro maridos, incluindo um que foi deportado por ameaças contra os EUA, alegaram promotores públicos na sexta-feira, 10.
O caso descoberto pelo DHS, e Liana Barrientos, de 39 anos, declarou inocência no tribunal do Bronx, NY, com relação às duas acusações de preencher falsamente um documento; uma aplicação e licença do seu casamento em 2010 com Salle Keita, um homem natural do Mali, segundo o jornal New York Post.
Liana, aparentemente conseguiu evitar ser detectada pelas autoridades durante quase uma década, talvez porque cada certidão de casamento tenha sido preenchida em cidades diferentes na região metropolitana de New York. Quando agentes do DHS a confrontaram sobre a grande quantidade de casamentos, ela “negou sequer ter visto os dez homens, com excessão de Keita”, disse a promotora pública assistente, Jessica Lupo, na Corte. “De fato, desde 1999 ela teve outros novos casamentos”.
Os documentos judiciais mostram que Barrientos, ainda com vinte anos, casou-se pela quarta vez no dia 14 de fevereiro de 2002, no Valentine’s Day, sem nunca ter se divorciado.
Os falsos noivos eram naturais do Egito, Turquia, Geórgia, Paquistão, Mali, República Tcheca e Bangladesh, segundo a promotoria pública. Houveram alguns divórcios, mas Lupo detalhou que, em determinada ocasião, a réu estava casada com oito homens ao mesmo tempo na área metropolitana de New York City.
Lupo ilustrou o caso utilizando o exemplo do imigrante Vakhtang Dzneladze, natural da Geórgia que se casou com Barrientos em 2002.
A promotora detalhou que Liana reconheceu ter dado ao “noivo” fotografias e outros documentos e “receber dinheiro por isso”. Eles se casaram em 24 de maio. Ele utilizou o casamento para adquirir a residência permanente – green card e eventualmente a naturalização norte-americana em 2006. Três meses depois, ele se divorciou de Barrientos, detalhou Lupo.
Ao todo, sete dos dez homens aplicaram para a legalização do status migratório, embora nem todos obtivessem sucesso. A promotora revelou que “quando alguns deles tiveram o pedido de residência permanente negado, eles pediram o divórcio” e, posteriormente, aplicaram para a legalização novamente através de outros casamentos.
Keita, o marido mais recente, “não regularizou seu status migratório até o momento”, disse Lupo.
Entre os homens que nunca obtiveram o divórcio de Barrientos é Rashid Rajput do Paquistão, um dos seus seis casamentos em 2002. O promotor público distrital detalhou que Rajput foi deportado em 2006 depois que uma investigação feita pela Força Tarefa Contra o Terrorismo revelou que ele havia feito “ameaças contra os EUA”. Os promotores não detalharam o caso.
Conforme a ação judicial, os certificados de casamento de Liana foram preenchidos nos subúrbios nova-iorquinos de Eastchester, Rye, Yonkers, Hempstead, Ramapo, Huntington, Greenburgh, Mamaroneck, White Plains e Bronx. Ela é acusada somente no casamento realizado no Bronx. Todos os outros casamentos ocorreram entre 1999 e 2002.
Liana Barrientos, que poderá ser condenada a até quatro anos de prisão, foi liberada sem fiança enquanto aguarda a próxima audiência em 18 de maio.

Fonte: Grupo Notícias de Imigração nos EUA
Foto: reprodução Facebook

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