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FMI liberta US$ 130 milhões para os países mais afetados pelo ébola

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Libéria recebe maior parte do valor; segundo a OMS, doença já matou 3083 pessoas; Fifa formaliza contribuição de US$ 450 mil.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em New York
O Fundo Monetário Internacional, FMI, concedeu US$ 130 milhões para ajudar na resposta ao surto de ébola nos três países mais afetados da África Ocidental.
A assistência financeira de emergência surge numa altura em que a Organização Mundial da Saúde, OMS, afirma que a doença já matou 3083 pessoas. O número de infetados é de 6553 na Libéria, na Serra Leoa e na Guiné-Conacri.
Montante
Com US$ 49 milhões, a Libéria tem a maior fatia do montante anunciado nesta sexta-feira. A Guiné Conacri recebe US$ 41 milhões, enquanto os restantes US$ 40 milhões serão destinados à Serra Leoa.
O financiamento de emergência junta-se à assistência prestada pelo órgão no âmbito de programas existentes nos três países. O valor deve permitir ajudar a balança de pagamentos e necessidades financeiras de cada país estimadas em US$ 100 milhões.
Ajustamento
O órgão prevê um défice de financiamento de cerca de US$ 300 milhões, se o contágio for interrompido até ao princípio do próximo ano. A urgência do apoio é justificada com o agravamento da situação de saúde
O FMI considera necessário equilibrar mais os pagamentos e o orçamento de doadores multilaterais e bilaterais. O objetivo é evitar medidas de “ajustamento dolorosas e salvaguardar a estabilidade macroeconómica.”
Solidariedade da Fifa
Entretanto, a Federação Internacional de Futebol, Fifa, anunciou que vai doar US$ 300 mil para obras no Estádio Antoinette Tubman, que abriga duas unidades de tratamento de ébola na capital liberiana, Monróvia.
Cada federação dos três países mais afetados terá US$ 50 mil a serem aplicados em ações de solidariedade com iniciativas locais das Nações Unidas.

Texto e foto usado com as devidas permissões. Fundo Monetário Internacional. Foto: FMI

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