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Consulesa-Geral do Brasil em Boston assume posto

Há pouco mais de duas semanas em Boston, a embaixadora Glivânia Maria de Oliveira, chegou para comandar o Consulado-Geral do Brasil em Boston e segundo as suas palavras está ‘tomando ciência’ de tudo o que cerca uma das repartições que mais atende na rede consular brasileira no mundo. “Estou recebendo pessoas, lideranças, imprensa, entidades e conhecendo, ouvindo cada um”, diz a nova consulesa-geral, em visita que lhe fez Ilma Paixão, diretora-geral do Langer Broadcasting Group e das Rádios 650 AM, 1240 AM e 1410 AM.

Ilma Paixão, Consulesa Glivânia M. de Oliveira
Ilma Paixão e a Consulesa-Geral do Brasil em Boston, Glivânia Maria de Oliveira

A diplomata Glivânia Maria de Oliveira já serviu em postos no exterior e no trabalhou como Chefe de Gabinete na Secretária-Geral das Relações Exteriores, comandada pelo embaixador Eduardo dos Santos que era o número dois no Itamaraty, onde também foi chefe do Gabinete do ex-chanceler Antonio Patriota Foi ministra-conselheira na Embaixada do Brasil em Assunpcion, Paraguai, entre outros postos e funções diplomáticas.

“O que desejo para a repartição é Boston é que o cidadão nacional se sinta acolhido e bem recebido. No Brasil quando vejo uma instituição pública funcionando bem, empenhada, tenho muito orgulho e mais importante é que tenho esperança de que tudo caminha numa boa direção para nós, nossos filhos, nossos amigos. É isto que orienta minha forma de trabalhar e o que eu quero implantar aqui em Boston”, sobre as suas expectativas à frente do Consulado-Geral do Brasil em Boston, na sua primeira missão como embaixadora.

“Uma pergunta que tenho ouvido constantemente é sobre o Conselho de Cidadãos e nesta fase inicial estou conversando, ouvindo e compartilhando como eu penso e neste processo de diálogo e temos de reverter um círculo que porventura esteja vicioso. Há muito o que fazer e o Conselho de Cidadãos é uma ideia simples, moderna, necessária, importante e é o reconhecimento de que o Estado Brasileiro não faz as coisas sozinho e que a sociedade civil precisa interagir e trabalhar em parceria com as autoridades. Temos recursos limitados, mas talvez a gente possa atuar como agente que contribui, que traga pessoas e que multiplique as possibilidades para cada indivíduo, seja como estado, seja como entidade. O Conselho de Cidadãos leva em conta a diversidade e é claro que gostaria de construir as bases para eventualmente ter um Conselho saudável, bem constituído, com debates enriquecedores, mas devo dizer que não tenho pressa e não vou tomar decisões de curto prazo. Preciso conhecer que papel preciso ter, devo ter e como interagir neste processo. Se eu for atuar, quero fazê-lo em parceria e depois com diálogo e quero construir. Não posso tomar decisões precipitadas. Estou atualmente dedicando tempo para o atendimento ao público, além de dividir informações com a comunidade e é para isto que estamos aqui. Tenho outras frentes às quais tenho que me dedicar também”, acerca da implantação do Conselho de Cidadãos.

“Os consulados itinerantes estão pauta para ser retomados e as nossas atividades são todas feitas conforme planejadas com Brasília. Porém, dependemos de recursos orçamentários, disponibilidade de pessoal e tenho que reafirmar que Brasília dá enorme importância aos consulados itinerantes e é uma fórmula bem pensada, bem desenvolvida e que serve para chegar nas pessoas que estão distantes e também desafogar o atendimento interno. Não tenho dúvidas de que deve e vai continuar. Nós temos dificuldades orçamentárias no Brasil, questões relacionadas à economia que esperamos que se resolvam e torcemos para que as autoridades sejam bem sucedidas nisto. Não tenho condições de dizer quantos consulados itinerantes teremos neste anos, porque estamos em fase de planejamento orçamentário e sei que não faltará empenho e em algum momento teremos definição de calendário. Ao mesmo tempo estamos em fase de testes e que nos deem mais um voto de confiança e estamos construindo e anexando coisas e trabalho numa base que meus antecessores erigiram. O que mais podemos fazer? Melhorar atendimento, melhorar o fluxo de trabalho e a confiança de todos é importante e daqui a pouco vamos introduzir o agendamento eletrônico que é uma tendência no mundo inteiro que vai nos dar mais mobilidade. Certamente teremos uma fase de transição, pois a implantação de um novo sistema não é fácil e tudo já está em testes. Esperamos que dê certo”, conclui a embaixadora Glivânia Maria de Oliveira, nova Consulesa-Geral do Brasil em Boston que estava acompanhada do Conselheiro Ronaldo Rodegher.

“A audiência com a embaixadora Glivânia foi proveitosa e cabe a comunidade e todos os demais setores contribuir para que ela tenha todo o apoio necessário para trabalhar e fazer a diferença em favor dos brasileiros desta parte dos Estados Unidos”, disse Ilma Paixão.

Fotos: Jehozadak Pereira

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