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Caso Nardoni: nova denúncia pode reabrir o caso

isabela nardoni

Quem não se lembra da pequena Isabela Nardoni, jogada do sexto andar de um prédio em São Paulo? O pai e a madrasta da menina foram condenados e estão presos por esse crime. Nesse final de semana, uma funcionária do presídio Tremembé (SP), onde Anna Carolina Jatobá cumpre pena, apresentou um fato novo, indicando que o avô paterno pode estar envolvido no caso.

A denúncia foi levada ao ar pelo Fantástico, da Rede Globo, e pode provocar uma reviravolta em um dos crimes mais conhecidos da crônica policial brasileira. Mas por que revelar o fato apenas seis anos após a tragédia?

A mulher, cuja identidade foi preservada, afirmou que perdia o sono saber de um crime e se manter em silencia, como se não soubesse de nada. “Queria denunciar no momento que ouvi, só não sabia um meio legal de denunciar sem me comprometer”. Disse ainda que tinha medo de sofrer ameaças.

Isabella Nardoni morreu em 29 de março de 2008, jogada de um edifício da Vila Guilherme, na zona Norte de São Paulo. Segundo a funcionária do presídio, Antônio Nardoni, pai de Alexandre Nardoni, teria orientado o casal a simular um acidente.

Como surgiu a nova denúncia?
A funcionária disse que ouviu essa informação da própria Anna Carolina Jatobá, pouco tempo depois de ela ter chegado a Tremembé, em 2008. Disse ainda que a madrasta assumiu ter discutido e batido na menina no carro do casal, após eles terem saído de um supermercado.

A menina teria sofrido mais uma série de agressões por parte do pai, Alexandre Nardoni. A menina e ficou inerte e imaginado que estava morta, Anna Carolina ligou para o sogro Antônio para pedir ajuda. Ele então teria sugerido a simulação do acidente.

O casal Nardoni nunca assumiu a culpa pelo crime e mesmo assim foi condenado por homicídio triplamente qualificado. O pai foi condenado a 31 anos, 1 mês e dez dias de prisão e a madrasta a 26 anos e oito meses, ambos em regime fechado.

Por que a madrasta nunca denunciou o sogro?
De acordo com o depoimento da nova testemunha, “porque ele sustenta ela, a família toda, os filhos dela. Com certeza, é pelo silêncio dela. Ela recebe muita coisa de fora, vários tipos de queijos, brincos. O colchão que ela dorme é especial. Foi presente do Seu Nardoni para ela, porque estava dando problema na coluna dela o colchão da penitenciária”.

Reabertura do caso
O procurador de Justiça Francisco Cembranelli, que foi o promotor público nas investigações do caso, acredita que o novo depoimento é “convincente” e poderá reabrir o caso. “Durante a investigação havia uma suspeita sim [de que Antônio fosse suspeito] mas não conseguimos trazer a responsabilidade para outras pessoas”, explicou Cembranelli.

O depoimento da nova testemunha será analisado nesta semana. Anna Jatobá e Antônio Nardoni poderão ser intimados a dar novos depoimentos.

Na época do crime, com a quebra do sigilo telefônico do casal, ficou comprovado que, a partir das 23h51m09s da morte de Isabella, Antônio Nardoni e Anna Jatobá conversaram durante 32 segundos.

Cembranelli afirmou que, “a ligação teria sido feita logo depois do corpo ter sido jogado. É isso que a investigação indicou, mas nós temos que apurar se havia outro telefone, usaram outro celular. Não sei. Nós teríamos que ver agora de que maneira isso foi feito”.

O Ministério Público garantiu o sigilo. “Ninguém saberá o nome ou qualquer identidade dessa testemunha. Se as investigações evoluírem, é claro que é possível que surja um novo júri”, afirma o promotor de Justiça Paulo José de Palma.

Foto: reprodução/Facebook

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