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Brasileiros são presos em Porto Rico tentando entrar ilegalmente nos EUA

O US Customs and Border Protection (CBP) em San Juan, Porto Rico, prendeu dois brasileiros que haviam sido deportados anteriormente dos Estados Unidos, quando tentavam embarcar em em voo doméstico para New York.

A prisão de José Aleandro de Araujo Silva, 29, e José Mario Gonçalves, 60, que foram levados diante do juiz Bruce McGiverin, para enfrentar acusações separadas por reentrada após uma remoção anterior, aconteceu no início do mês de março, e mostra o quanto se busca novas rotas e caminhos para se chegar clandestinamente aos Estados Unidos.

“Imigrantes indocumentados e criminosos buscam caminhos diferentes para chegar aos Estados Unidos”, afirmou Marcelino Borges, Diretor de Operações de Campo para Porto Rico e as Ilhas Virgens Americanas. “Oficiais do CBP permanecem vigilantes para prender pessoas que tentam evitar a detecção e violarem deliberadamente a lei federal”, afirmou

José Aleandro de Araujo Silva e José Mario Gonçalves foram detidos no Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marin em Carolina, Porto Rico, tentando embarcar em um voo doméstico para o aeroporto John F. Kennedy em New York. Ambos apresentaram passaportes do Brasil como prova de identidade, sem visto prévio ou carimbo de entrada em Porto Rico.

Uma inspeção secundária, em um banco de dados biométrico revelou que José Aleandro de Araujo Silva tinha sido detido pela Patrulha de Fronteira perto de Brownsville, Texas e deportado em 2010. Em 2015, ele foi novamente preso perto de Sarita, Texas.

Em outubro de 2015, Araujo Silva foi condenado por reentrada ilegal na Corte do Distrito Sul dos Estados Unidos, no Texas, e, posteriormente, removido. Se for condenado, pode cumprir pena de dois anos, além de pagar uma multa.

José Mario Gonçalves foi detido em 2003 perto de Abram, Texas e admitiu ter voltado e entrado ilegalmente em fevereiro de 2016 junto com outros imigrantes no oeste do Puerto Rico. Gonçalves pode também ser condenado, a uma pena de seis meses de prisão e o pagamento de multa.

O esquema usado pelos dois brasileiros, opera via Bahamas, onde quem pretende entrar ilegalmente nos Estados Unidos, embarca em cruzeiros ou usa embarcações independentes que quando são interceptadas pela Guarda Costeira americana são obrigadas a retornar.

O fluxo de pessoas que optam por tal artifício aumenta a cada dia, pois pensam que os meios de controles de navios turísticos não é tão rígido e terminam por serem barrados na tentativa de entrar em território americano.

Outra forma de travessia, muito usada é via fronteira com o México, que compõem o maior fluxo de indocumentados com milhares de pessoas que se aventuram todos os anos, sendo que muitas perdem a vida na travessia. Há o risco de ser presos pela polícia de fronteira.

Fonte e foto: ICE.gov. Publicado originalmente no Jornaldossportsusa.com

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