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As mulheres e as suas conquistas

É inegável que a mulher conquistou ao longo das últimas décadas o seu tão sonhado e precioso espaço na sociedade a custa do seu esforço, luta e sacrifício. As portas não se abriram como num passe de mágica para elas, que desmentem a cada dia a pecha de sexo frágil.

Alguns têm a mulher como o sexo frágil, mas qual homem que agüentaria um trabalho de parto? Mulheres são fortes por natureza e – à parte os movimentos feministas que querem direitos iguais para mulheres -, elas têm conquistado seus espaços seja no mercado de trabalho, seja na literatura, seja nas ciências e no cinema, entre outros postos importantes.

A mulher moderna não reclama de direitos que não tem. Ela vai a luta e os conquista, mesmo que tenha de batalhar muito para isto e cada vez ocupa mais espaço num mundo cada vez mais competitivo e globalizado. Muitos confundem as lágrimas fáceis de uma mulher como sinal de fraqueza ou falta de coragem, quando na realidade elas são a prova de que a mulher é emotiva, quando o homem é racionalismo puro, e para quem o choro é demonstração de fragilidade.

Não perdem a compostura e muito menos deixam de ser femininas por causa dos seus afazeres. Ao contrário, cuidam mais de si mesmas, além de pensar no bem estar daqueles que as cercam, principalmente seus filhos e em alguns casos os netos também.

Hoje, a mulher em muitas partes do mundo cuida da casa, estuda, trabalha, educa os filhos, ocupa lugares que tradicionalmente são dos homens e fizeram e fazem, no dia-a-dia, história com suas atitudes e seu comportamento, e mereceriam linhas e mais linhas contando suas vidas.

Dirigindo caminhões gigantescos, pilotando aviões, conduzindo os trens, ensinando, medicando, cuidando dos filhos sem a ajuda dos pais, mulheres empreendedoras, mulheres que dirigem nações e influenciam no cotidiano de milhões de pessoas no mundo todo, servindo de companheiras, portando-se com dignidade mesmo quando maltratadas e violentadas nos seus direitos.

Como surgiu a data
Em 1857, as operárias têxteis de uma fábrica em New York entraram em greve, reivindicando a redução da jornada de 16 para 10 horas diárias. Mesmo trabalhando o mesmo que os homens, elas recebiam menos de um terço do salário deles. Um incêndio irrompeu na fábrica fechada e 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, homenagear aquelas mulheres, e comemorar no 8 de Março o “Dia Internacional da Mulher”, que logo seria instituído mundialmente.

Na foto da capa, Malala Yousafzai, adolescente afegã que foi baleada na cabeça num atentado por parte dos talibãs por causa do seu ativismo em prol da educação feminina nas escolas do Afeganistão. Levada para a Inglaterra, onde mora, Malala passou por cirurgias que salvaram a sua vida. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz por causa do seu ativismo e exemplo. Imagem reproduzida do Facebook.

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